Série: Revenge – 3ª temporada | 2014

Uma temporada de redenção, ousadia e muito mais acertos do que erros

A terceira temporada de Revenge começou com uma enorme responsabilidade: superar a temporada passada. Não porque a segunda temporada tinha sido excelente, muito pelo contrário – ela foi terrivelmente confusa, sem foco, enrolada e quase me fez desistir de acompanhar a saga vingativa de Amanda Clarke/Emily Thorne. Para completar, o criador e showrunner da série, Mike Kelley, informou que abandonaria o barco e Sunil Nayar assumiria o controle.

Sem saber no que estava me metendo, resolvi dar uma última chance a Revenge. E eis que, logo nos primeiros episódios, percebia-se a diferença entre esta nova temporada e a passada. Sunil Nayar conseguiu fazer o aparentemente impossível: enxugou a série dos milhões de plots criados na temporada anterior, deixando tudo nitidamente mais sóbrio, mais focado e de volta às origens da ótima primeira temporada.

Também nota-se nitidamente a vontade de Nayar de trazer a série de volta ao seu foco principal: o plano de vingança de Emily contra a família Grayson, que em meio a tantos plots derivados e parelelos, acabou ficando em segundo plano em diversos momentos. O novo showrunner aproximou mais os personagens e os manteve sempre interagindo entre si, como era nos primórdios da série. Recursos como mostrar o futuro para só depois ir revelando aos poucos como se chegou ali não são novidade em Revenge, mas nesta temporada esta artimanha foi bem utilizada (a cena de Emily levando os tiros, apesar de sabermos que ela não morreria, criou expectativas pelos desdobramentos que aquilo poderia ter) e criou um arco que começaria a fazer as coisas voltarem a andar (ou andar pela primeira vez, talvez?).

É óbvio que depois que este arco foi resolvido, muita coisa mudou e a interação entre os personagens foi modificada, mas tudo aconteceu de forma positiva, fazendo com que tivéssemos ótimos momentos, como a guerra travada entre Emily e Daniel não só dentro da mesma casa, mas dentro do próprio casamento. A forma com que os roteiristas trataram esta situação foi interessante e convenceu.

É claro que nem tudo são flores e tivemos também episódios fillers (que infelizmente vieram depois que o principal arco da temporada – o casamento de Emily e Daniel – foi resolvido), personagens que surgiam do absoluto nada (filhos bastardos, ex-mulheres, pais biológicos), revelações desinteressantes (ou alguém se importa em saber quem é a mãe de Jack?), personagens que boiaram em diversos momentos (Charlotte, Jack e Daniel) e resoluções aparentemente fáceis demais; mas tudo isso sempre fez parte de Revenge e os pontos positivos da temporada superaram os negativos.

Por ser o momento que trouxe a série de volta para a relevância quando eu estava deixando de me importar com ela (e não queria nem um pouco que isso acontecesse), a terceira temporada de Revenge funciona. Só o fato de trazê-la de volta à sua premissa e chacoalhá-la (sim, estou falando do último episódio), já é um mérito. Mesmo com muitas decisões com que eu não concorde no final, há de se admitir que foi uma temporada movimentada e que fez com que, sem dúvida, não saibamos o que esperar daqui pra frente.

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