Álbum: Helios | The Fray | 2014

Uma fórmula que ainda é competente

Dois anos depois do lançamento de Scars and Stories, o terceiro álbum de uma das minhas bandas favoritas, The Fray, eis que chega Helios, o quarto trabalho da banda pop de Denver que explodiu em 2005 com o hit Over My Head (Cable Car). E junto com Helios veio aquele velho problema: o da expectativa. Scars and Stories foi um álbum mediano, que tinha a difícil tarefa de suceder o cd de 2009, que leva o nome da banda no título, e que na minha opinião, é o melhor trabalho deles até aqui. Melhor até que o álbum de estréia.

Enfim, ouvi Love Don’t Die, single que foi divulgado antes do lançamento do cd, o que só fez a boa e velha expectativa aumentar. Love Don’t Die não apresenta muita novidade ao som da banda, mas os caras do The Fray nunca foram muito de se arriscar. Ouvi a música até não querer mais e aí chegou o dia de ouvir Helios.

A estonteante e cheia de presença Hold My Hand abre o álbum, e me deixou muito animado pelo que viria depois. É uma música forte que acredito ter sido a escolha perfeita para abrir o álbum. Digo mais uma vez, essa é mais uma faixa que não apresenta novidades no formato da banda, mas não deixa de ser uma música que eu cantaria a plenos pulmões em um show. Passada Love Don’t Die, que já conhecia de cor e salteado, Helios segue com uma sequência de músicas de pop-rock incrivelmente agradáveis e carismáticas. Give It Away, com sua batida dançante e sensual, sem dúvida é uma das minhas favoritas desse álbum, diria até que a melhor. A canção mistura uma batida sexy, o som das teclas de um piano e uma letra sobre distribuir amor por aí, afinal, ele é de graça… O resultado é uma faixa incrivelmente deliciosa que me lembrou a incrível – e uma das melhores de todas da banda – Turn Me On, do terceiro álbum Scars and Stories, pela sua pegada “sem medo de ser pop”. A sequência ininterrupta de ótimas canções continua com Closer to Me Hurricane, que é daquelas que parece que foram feitas imaginando-se o coro da platéia em um show lotado. Closer é um dos maiores exemplos de que The Fray não arrisca, é uma canção ótima, porém parece uma b-side do primeiro álbum How To Save a Life.

Na segunda metade do álbum não se encontra a força que se via na primeira, e é aí que entram as baladas e as músicas mais sentimentais que poderiam embalar qualquer trilha sonora de novela, e que a Fray tanto gosta. Entre os highlights dessa segunda metade encontram-se a bela Wherever This Goes, com seu coro ao fundo acompanhando a voz do vocalista Isaac Slade; Shadow and a Dancer Same as You também são ótimos exemplos de como a banda consegue criar belas baladas pop, sem soar piegas. O problema que reside nessa segunda metade do álbum é aquela velha sensação de que as músicas parecem uma só, divididas, neste caso, em seis.

No fim, não me importa o que os críticos de música dizem sobre a The Fray, quando criticam a capacidade da banda de não apresentar novidade alguma álbum após álbum. O que realmente me importa é que Helios é um ótimo álbum pop, que tem músicas extremamente cativantes e que renderiam momentos marcantes em um show, tenho certeza. Outro ponto positivo de Helios e que vale a pena ressaltar é que ele é bastante superior ao trabalho anterior, Scars and Stories, é mais marcante e mais prazeroso de se ouvir.

Aumenta! Hold My Hand | Love Don’t Die | Give It Away | Closer to Me | Hurricane

Diminui! Our Last Days | Break Your Plans

4

 

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